a contribuição do HiTOP como alternativa dimensional e a importância, em diálogo com Nego
Bispo e demais autores contemporâneos afim de compreender criticamente a língua dominante do sofrimento para subvertê-la desde dentro. Discutiremos a centralidade histórica da medicalização e da
institucionalização na psiquiatria brasileira, articulando a formação do aparato manicomial, a
violência asilar, a Reforma Psiquiátrica, os processos de contrarreforma e os efeitos
contemporâneos da individualização do sofrimento no contexto do capitalismo neoliberal. Por fim pensaremos ferramentas teórico-clínicas para compreender o sofrimento como experiência singularmente encarnada e coletivamente produzida, afirmando uma clínica crítica, antirracista e comprometida com o enfrentamento das lógicas normativas, racistas e colonialistas que atravessam a produção do adoecimento

Leda Gimbo é mãe, feminista, docente em Psicologia na Universidade Federal de Goiás – FE. Possui licenciatura e bacharelado em Psicologia, pela Universidade Federal da Paraíba. Mestre e Doutora em Psicologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Psicóloga clínica especialista em Neuropsicologia pela Unichristus. Formação plena e pós-formação em Gestalt-Terapia. Experiência de trabalho na Rede de Atenção Psicossocial: CAPS (Psicóloga) e Casa de Saúde Santa Teresa (Psicóloga e coordenadora), no município de Crato e docência do ensino superior nos cursos em graduação e pós-graduação em Psicologia. É coordenadora do Grupo de Estudos e Pesquisas em Gestalt-terapia da UFG – GESTALT UFG.
